Enquanto a renda per capita na maioria das cidades do Norte Pioneiro varia entre R$ 8 mil e R$ 14 mil, o de Japira chega a R$ 48 mil
Com 4,9 mil habitantes, o tranquilo município tem 76% das riquezas oriundas da zona rural
O município de Japira, a 160 quilômetros de Londrina, tem uma das menores populações do Paraná: apenas 4.900 habitantes, de acordo com o último censo do IBGE e, ao contrário da maioria dos municípios paranaenses, apenas a metade da população mora na área urbana. Quem não conhece, pode até pensar que a localidade é um distrito de outro município.
Pouca gente circula pelas ruas da cidade, que não tem indústrias e o comércio local se limita ao básico necessário. Apenas 71 estabelecimentos estão registrados, segundo o Ipardes.
Mesmo assim, o município tem outro indicador que chama muito a atenção: o maior PIB per capita do Norte Pioneiro e o terceiro maior do Paraná, só perdendo para Araucária, onde se localiza uma refinaria da Petrobrás, e para Paranaguá, sede de um dos maiores portos do País. O PIB total de Japira em 2008 foi de R$ 232 milhões.
Enquanto a renda per capita na maioria dos municípios da região varia entre R$ 8 mil e R$ 14 mil, o de Japira chega a R$ 48 mil. ‘‘Isso não é nenhuma disparidade; o nosso PIB realmente é muito bom’’, comemora o prefeito João Renato Custódio (PMDB).
Ele explica que 76% da riqueza do município vem da área rural, onde há predominância das pequenas propriedades. Japira se destaca na produção de café, inclusive de cafés especiais, e também na fruticultura, com a produção de uvas, morangos e abacaxi. ‘‘A gente incentiva a diversificação e, com isso, os moradores da zona rural têm uma qualidade de vida muito boa’’, diz o prefeito.
O engenheiro químico Carlos Oliveira faz parte da terceira geração de uma família de cafeicultores em Japira. Atualmente, ele está focado na produção de cafés especiais, que proporcionam rentabilidade bem maior em comparação com o café convencional.
Oliveira é presidente da Associação de Cafés Especiais Jaboticabal-Marimbondo, que reúne produtores de Japira, Ibaiti e Pinhalão. ‘‘Hoje em dia nós conseguimos vender a preços superiores aos cafés de São Paulo e Minas Gerais devido à nossa qualidade; o café traz muito dinheiro para a região’’, afirma.
Segundo ele, alguns produtores torram e embalam o café para comercialização, o que agrega valor ao produto. Oliveira diz que esta é uma tendência que vem crescendo no município, inclusive entre os fruticultores que fazem doces com suas produções.
Além da cafeicultura, o engenheiro atua no comércio da região. Ele criou um adubo foliar específico para as necessidades do café produzido no Norte Pioneiro. Oliveira diz que antes esse tipo de adubo vinha de Minas Gerais e São Paulo, que tem características climáticas bem diferentes.
Pouca gente circula pelas ruas da cidade, que não tem indústrias e o comércio local se limita ao básico necessário. Apenas 71 estabelecimentos estão registrados, segundo o Ipardes.
Mesmo assim, o município tem outro indicador que chama muito a atenção: o maior PIB per capita do Norte Pioneiro e o terceiro maior do Paraná, só perdendo para Araucária, onde se localiza uma refinaria da Petrobrás, e para Paranaguá, sede de um dos maiores portos do País. O PIB total de Japira em 2008 foi de R$ 232 milhões.
Enquanto a renda per capita na maioria dos municípios da região varia entre R$ 8 mil e R$ 14 mil, o de Japira chega a R$ 48 mil. ‘‘Isso não é nenhuma disparidade; o nosso PIB realmente é muito bom’’, comemora o prefeito João Renato Custódio (PMDB).
Ele explica que 76% da riqueza do município vem da área rural, onde há predominância das pequenas propriedades. Japira se destaca na produção de café, inclusive de cafés especiais, e também na fruticultura, com a produção de uvas, morangos e abacaxi. ‘‘A gente incentiva a diversificação e, com isso, os moradores da zona rural têm uma qualidade de vida muito boa’’, diz o prefeito.
O engenheiro químico Carlos Oliveira faz parte da terceira geração de uma família de cafeicultores em Japira. Atualmente, ele está focado na produção de cafés especiais, que proporcionam rentabilidade bem maior em comparação com o café convencional.
Oliveira é presidente da Associação de Cafés Especiais Jaboticabal-Marimbondo, que reúne produtores de Japira, Ibaiti e Pinhalão. ‘‘Hoje em dia nós conseguimos vender a preços superiores aos cafés de São Paulo e Minas Gerais devido à nossa qualidade; o café traz muito dinheiro para a região’’, afirma.
Segundo ele, alguns produtores torram e embalam o café para comercialização, o que agrega valor ao produto. Oliveira diz que esta é uma tendência que vem crescendo no município, inclusive entre os fruticultores que fazem doces com suas produções.
Além da cafeicultura, o engenheiro atua no comércio da região. Ele criou um adubo foliar específico para as necessidades do café produzido no Norte Pioneiro. Oliveira diz que antes esse tipo de adubo vinha de Minas Gerais e São Paulo, que tem características climáticas bem diferentes.
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