Governo do Estado também quer estabelecer parcerias com empresas em outros dois trechos de rodovias no Paraná
Curitiba - A PR-445, importante rodovia da região de Londrina, pode ser uma das primeiras a receber uma parceria público-privada (PPP), a ser firmada pelo governo estadual. O projeto do Executivo é revitalizar a via principalmente no seu trecho urbano. Além da PR-445, a secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística estuda a possibilidade de contratos similares na PR-323, que liga as cidades de Guaíra e Maringá, por onde escoa boa parte da produção de trigo, e na BR-101, que ainda não existe no Paraná, mas que é considerada uma opção para acesso das cargas ao Porto de Paranaguá. A ideia é aumentar a capacidade de transporte de produtos nas rodovias do Estado. Essa projeção ainda depende da aprovação do projeto que prevê os contratos de PPPs, que tramita nas comissões da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná e que pode ser votado em plenário nas próximas semanas.
A definição de onde poderão ser feitas PPPs; onde haverá investimentos do próprio governo estadual - por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) - ou até mudanças nos contratos praticados com as concessionárias de pedágio vai sair a partir de um estudo que está sendo feito sobre origem e destino de cargas e passageiros que circulam pelas estradas do Paraná. Com base nessa avaliação técnica, o governo espera mapear os gargalos logísticos para, então, formatar o melhor modelo de investimentos viários públicos e privados. O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, prevê investimentos de R$ 15 bilhões em diversos empreendimentos espalhados pelo Estado. Ainda não foi divulgada qual parcela desse valor será desembolsada pela iniciativa privada e qual caberá ao poder público. Pelo DER, a promessa é de substituir as constantes ''operações tapa-buraco'' das estradas.
Sobre a possibilidade de aumentar as praças de pedágio no Paraná, conforme foi especulado nos últimos dias, o governador Beto Richa (PSDB) disse ontem que o governo está estudando uma série de alternativas. Ele afirmou que, por enquanto, ainda não há definições sobre a criação de novos pedágios no Estado. ''Estamos buscando alternativas para atender o interesse público'', declarou. Ele negou que o governo estaria investindo nas rodovias para depois abrir novas concessões de pedágio. Segundo o tucano, em breve deve ser anunciada a duplicação da BR-277 em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. ''O governo está procurando atender os gargalos mais críticos das rodovias'', destacou.
Por meio de texto oficial divulgado na Agência Estadual de Notícias, o secretário Richa Filho reafirmou que o governo pretende rever o modelo de pedágio adotado no Paraná desde 1997 e disse que o governo estuda a redução da taxa interna de retorno variável das concessões de rodovias para 12%, o que significa oito pontos percentuais a menos que a referência inicial dos contratos. A cobrança do pedágio mudaria. Do atual modelo, com pagamento na passagem pelo posto do pedágio, passaria para um cálculo por trecho percorrido pelo motorista, o que seria possível a partir de tecnologias como o free flow, um sistema que lê chips implantados nos veículos.
A possibilidade da criação de novos pedágios repercutiu na base oposicionista da AL. Líder da oposição, o deputado Ênio Verri (PT) se disse surpreso com a notícia. ''O governo abre uma negociação com as concessionárias para tentar reduzir as tarifas praticadas - e lembrando que está aí o reajuste anual, que sempre acontece dia 1º de dezembro. E então o governo não reduz nada e anuncia a criação de três novas praças? Fico até com medo de perguntar o preço no pedágio nessas praças'', critica.
A Reportagem tentou conversar ontem com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, para detalhar como poderiam funcionar as PPPs nas rodovias, mas foi informada que ele estava com a agenda lotada durante o dia. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) também foi procurada para comentar o envio do pedido de reajuste anual, mas não retornou a ligação até o fechamento da edição.
A definição de onde poderão ser feitas PPPs; onde haverá investimentos do próprio governo estadual - por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) - ou até mudanças nos contratos praticados com as concessionárias de pedágio vai sair a partir de um estudo que está sendo feito sobre origem e destino de cargas e passageiros que circulam pelas estradas do Paraná. Com base nessa avaliação técnica, o governo espera mapear os gargalos logísticos para, então, formatar o melhor modelo de investimentos viários públicos e privados. O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, prevê investimentos de R$ 15 bilhões em diversos empreendimentos espalhados pelo Estado. Ainda não foi divulgada qual parcela desse valor será desembolsada pela iniciativa privada e qual caberá ao poder público. Pelo DER, a promessa é de substituir as constantes ''operações tapa-buraco'' das estradas.
Sobre a possibilidade de aumentar as praças de pedágio no Paraná, conforme foi especulado nos últimos dias, o governador Beto Richa (PSDB) disse ontem que o governo está estudando uma série de alternativas. Ele afirmou que, por enquanto, ainda não há definições sobre a criação de novos pedágios no Estado. ''Estamos buscando alternativas para atender o interesse público'', declarou. Ele negou que o governo estaria investindo nas rodovias para depois abrir novas concessões de pedágio. Segundo o tucano, em breve deve ser anunciada a duplicação da BR-277 em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. ''O governo está procurando atender os gargalos mais críticos das rodovias'', destacou.
Por meio de texto oficial divulgado na Agência Estadual de Notícias, o secretário Richa Filho reafirmou que o governo pretende rever o modelo de pedágio adotado no Paraná desde 1997 e disse que o governo estuda a redução da taxa interna de retorno variável das concessões de rodovias para 12%, o que significa oito pontos percentuais a menos que a referência inicial dos contratos. A cobrança do pedágio mudaria. Do atual modelo, com pagamento na passagem pelo posto do pedágio, passaria para um cálculo por trecho percorrido pelo motorista, o que seria possível a partir de tecnologias como o free flow, um sistema que lê chips implantados nos veículos.
A possibilidade da criação de novos pedágios repercutiu na base oposicionista da AL. Líder da oposição, o deputado Ênio Verri (PT) se disse surpreso com a notícia. ''O governo abre uma negociação com as concessionárias para tentar reduzir as tarifas praticadas - e lembrando que está aí o reajuste anual, que sempre acontece dia 1º de dezembro. E então o governo não reduz nada e anuncia a criação de três novas praças? Fico até com medo de perguntar o preço no pedágio nessas praças'', critica.
A Reportagem tentou conversar ontem com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, para detalhar como poderiam funcionar as PPPs nas rodovias, mas foi informada que ele estava com a agenda lotada durante o dia. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) também foi procurada para comentar o envio do pedido de reajuste anual, mas não retornou a ligação até o fechamento da edição.
http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--2792-20111117

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