Representantes de entidades vão se reunir com Beto Richa para reforçar pedido de abertura de mais opções na UEL
Integrantes do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial de Londrina se reuniram ontem: investimento estratégico
Londrina - Apesar da negativa do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Alípio Leal Neto, em autorizar a criação imediata de três cursos de Engenharia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial da cidade decidiu insistir nas negociações com o governo do Estado. Em reunião realizada ontem pela manhã, representantes das várias entidades envolvidas reforçaram a importância da medida para o desenvolvimento da região. Amanhã, alguns membros do grupo vão se reunir informalmente com o governador Beto Richa para insistir no pedido, que ele mesmo já tinha se mostrado favorável.
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Gerson Guariente, esse investimento se trata de uma questão estratégica para toda a região Norte do Paraná. ''Fizemos um estudo e vários levantamentos para verificar porque determinadas regiões crescem mais que outras. A conclusão foi a de que os cursos de Engenharia são fundamentais nesse processo. Não temos portos, não temos as Cataratas, não temos florestas, portanto, devemos investir na capacitação das pessoas e usar essa habilidade. Mas, para isso, precisamos de uma base tecnológica para transformação'', ressalta. Como exemplo, ele cita os resultados positivos da construção civil observados hoje em Londrina.
Na mesma linha defende o presidente da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e região (Adetec), Claudio Tedeschi, ressaltando que a cidade segue uma distorção histórica do país. ''Sempre investiu-se muito em cursos de Humanas em detrimento aos de Exatas. Para se ter uma ideia, 82% dos cursos no Brasil são de humanas, contra 18% de exatas. Londrina não é diferente, temos de equilibrar esse quadro.'' O resultado, segundo ele, é a intimidação da instalação de grandes empresas. ''Precisamos de mão de obra tecnológica de qualidade para suprir e atrair investimentos à região.''
UEM
Diante da negativa do secretário, anunciada no mês passado, o diretor da Associação Comercial de Londrina (Acil), Bruno Veronesi, esteve reunido na semana passada com lideranças políticas. Uma das alternativas sugeridas foi a de parceria dos governos estadual e federal. ''A proposta acenada foi a de construção dos edifícios e laboratórios com verba estadual e o custeio do curso, bem como a manutenção, com verba federal. Dessa forma, os cursos aconteceriam na Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR)'', resumiu. A proposta, entretanto, foi rejeitada pela maioria dos representantes do Núcleo.
Atualmente, a UEL possui apenas dois cursos de Engenharia: Civil e Elétrica. Enquanto isso, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) possui 15 cursos de engenharia; a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) possui 6 cursos; a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) oferece 4 cursos. Já a Universidade Federal do Paraná (UFPR) tem 10 cursos de Engenharia disponíveis. Os cursos criados aqui seriam de Engenharia de Produção, Mecânica, Química e Nutrição. Há ainda a intenção de trazer os de Design Sustentável de Interiores/Territorial, da Computação, Controle de Automação e Têxtil. A UEL não abre nenhum curso há dez anos.
http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--903-20111106


Nenhum comentário:
Postar um comentário