texto escrito por Nivaldo Benvenho, presidente da ACIL
Comemoramos no início deste mês os 40 anos de fundação da UEL. Trata-se de uma excelente oportunidade para fazermos uma importante reflexão. Quando fazemos uma análise dos nossos pontos fortes sob a ótica econômica, percebemos que a área de serviços pesa muito. E se focarmos na construção civil e na área da saúde, vamos perceber o quanto dependemos desses setores como mola propulsora da nossa economia.
Seria apenas coincidência o fato de termos ao longo de muitos anos esses cursos na UEL, e estes serem considerados de alto nível?
Sabemos que não e que o fato de esses setores serem desenvolvidos e fruto do que foi plantado há muitos anos.
Quarenta anos depois, estamos trabalhando em conjunto com outras entidades e órgãos públicos e privados para a criação de três cursos de engenharia na UEL - Produção, Química e Mecânica. Uma semente que plantamos agora para podermos colher frutos no futuro.
Todos nos cobramos muito ações governamentais que industrializem nossa região. E uma pergunta é recorrente: o que vem primeiro, as indústrias ou os engenheiros?
Conversamos e trabalhamos com nossos homens públicos para que entendam isso, mas o que nos parece é que a lógica que os move é outra, a do resultado rápido. Recebemos do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, a negativa ao pedido da região de Londrina de criação dos três novos cursos de engenharia.
Seria apenas coincidência o fato de termos ao longo de muitos anos esses cursos na UEL, e estes serem considerados de alto nível?
Sabemos que não e que o fato de esses setores serem desenvolvidos e fruto do que foi plantado há muitos anos.
Quarenta anos depois, estamos trabalhando em conjunto com outras entidades e órgãos públicos e privados para a criação de três cursos de engenharia na UEL - Produção, Química e Mecânica. Uma semente que plantamos agora para podermos colher frutos no futuro.
Todos nos cobramos muito ações governamentais que industrializem nossa região. E uma pergunta é recorrente: o que vem primeiro, as indústrias ou os engenheiros?
Conversamos e trabalhamos com nossos homens públicos para que entendam isso, mas o que nos parece é que a lógica que os move é outra, a do resultado rápido. Recebemos do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, a negativa ao pedido da região de Londrina de criação dos três novos cursos de engenharia.
Mesmo tendo levado a ele e ao governo um pedido assinado por todos os prefeitos de nossa região, além de várias entidades de classe, a resposta que tivemos do secretário não nos convenceu, já que a UEL não recebe um curso novo há mais de 10 anos, enquanto só no ano passado a Universidade Estadual de Maringá conseguiu criar 15 novos cursos. Destes, cinco são de engenharia – Elétrica, Produção, Alimentos, Civil e Ambiental.
O Brasil vem crescendo num ritmo que nos destaca no cenário mundial e a expansão econômica está trazendo mudanças substanciais. Para crescer é preciso ter base para isso, é preciso ter conhecimento e qualificação.
Engenheiros não são apenas necessários; eles são fundamentais. Não acompanhar o desenvolvimento experimentado em várias regiões do Brasil é caminhar para trás.
O que o secretário está fazendo ao negar os três novos cursos para a UEL é nos condenar a ficarmos à margem dessa onda de desenvolvimento em que o Pais está surfando. Aliás, nada diferente do que os nossos governantes têm feito ao longo dos últimos anos e décadas.
Não nos calaremos diante disso.
Muito obrigado secretário!
O Brasil vem crescendo num ritmo que nos destaca no cenário mundial e a expansão econômica está trazendo mudanças substanciais. Para crescer é preciso ter base para isso, é preciso ter conhecimento e qualificação.
Engenheiros não são apenas necessários; eles são fundamentais. Não acompanhar o desenvolvimento experimentado em várias regiões do Brasil é caminhar para trás.
O que o secretário está fazendo ao negar os três novos cursos para a UEL é nos condenar a ficarmos à margem dessa onda de desenvolvimento em que o Pais está surfando. Aliás, nada diferente do que os nossos governantes têm feito ao longo dos últimos anos e décadas.
Não nos calaremos diante disso.
Muito obrigado secretário!
http://200.155.38.225/jornal/112/7/2

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