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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nível de emprego é baixo no Norte Pioneiro

Os maiores obstáculos ao desenvolvimento do Norte Pioneiro são a falta de qualificação da mão de obra e a evasão dos profissionais formados na região. No primeiro caso estão os trabalhadores rurais, que têm atividades apenas uma parte do ano, são remunerados pelo salário mínimo e ficam ociosos nos períodos de enfressafra. Quanto aos recém-formados, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Cornélio Procópio, quer incentivar a permanência destes profissionais nas cidades da região.

Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostram que, na maioria dos municípios da região, o número de trabalhadores com emprego formal é pequeno em comparação com a população economicamente ativa. Em alguns casos, a proporção é de apenas 20%, o que comprova a existência da atividade informal.

A geração de empregos formais na região está abaixo das necessidades. Segundo informações da Secretaria de Trabalho do Estado, foram criados 451 mil empregos formais no Paraná entre 2008 e 2011, sendo apenas 13,5 mil no Norte Pioneiro, ou seja, 3% para uma população de 5,5% do total do Estado.

O diretor geral da secretaria, Iram de Rezende, que é de Cornélio Procópio, admite que investir na qualificação da mão de obra é o caminho para reduzir o problema e melhorar a distribuição de renda. ''O desenvolvimento depende muito da democratização do dinheiro para a pessoa gastar nos vários comércios; quando isto não acontece, o comércio também fica restrito e não evolui'', afirma.

Segundo ele, o governo está tomando providências para melhorar a formação dos trabalhadores. Rezende afirma que o modelo de qualificação de mão de obra adotado atualmente está ultrapassado porque visa a formação dos trabalhadores só depois de identificada uma demanda, quando deveriam ser criados meios que permitissem a formação da mão de obra antes de surgir a necessidade.

Rezende acredita que o Norte Pioneiro tem todas as condições para criar um polo de tecnologia para impulsionar o desenvolvimento, o que, além de melhorar a qualidade de vida da população, poderia atrair empresas para a região.

 http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--4803-20111130

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