São US$ 200 milhões a mais que o registrado no mesmo período de 2010
De janeiro a junho de 2011, Londrina exportou produtos no valor de US$ 374.961.737 e importou US$ 122.521.732. O saldo resultante foi o quarto maior registrado no Paraná no período, atrás apenas de Paranaguá (US$ 1,3 bilhão), Maringá (US$ 996,9 milhões) e Ponta Grossa (US$ 517 milhões). Os seis principais produtos exportados (em volume de dinheiro) foram soja, café solúvel, café em grão, açúcar, couros e fios de seda, que se destinaram principalmente à Ásia, União Européia e Estados Unidos. Já nas importações, os principais produtos comprados foram partes de elevadores, polímeros de etileno, inseticidas, herbicidas, escadas e tapetes rolantes, entre outros. Londrina importa principalmente de países como a China, Israel, Argentina, Estados Unidos e Alemanha.
O bom resultado da balança comercial pegou de surpresa pessoas envolvidas com o comércio exterior e até o diretor técnico e de Desenvolvimento do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), Marcelo Mafra. Segundo ele, o resultado aponta que a cidade está “aprendendo exportar”. “Londrina começa a ter mais expressão no mercado internacional. Isto mostra que estamos produzindo bem, com qualidade”, afirma.
O vice-presidente executivo e coordenador regional da Fiep, Ary Sudan, também comemorou o resultado. “Isto é muito bom para Londrina, mas não consigo ver, de imediato, o que aconteceu. A diferença entre um semestre e outro foi muito grande”, diz. Segundo ele, o fato de Londrina não ter grandes indústrias e as cooperativas locais serem mais voltadas para o mercado interno, pode indicar que as pequenas e microempresas estão no caminho da exportação.
Para Sudan, no entanto, é preciso trabalhar mais para agregar valor às exportações brasileiras. “Londrina exportou US$ 100 milhões em commodities para China e, de lá, importou US$ 24 milhões em produtos industrializados. Em Maringá, a situação não é diferente. Lá há duas grandes cooperativas que exportam commodities, mas a exportação de produtos manufaturados é pequena”, afirma.
Segundo o consultor Alfredo Lima de Castro, da Conexão Assessoria em Comércio Exterior, o resultado é significativo principalmente porque o dólar está em sua menor cotação dos últimos anos. “A importação está muito aquecida”, afirma. Para ele, o que pode ter contribuído para o bom resultado foram safras ruins em outros países. “Isto influencia muito porque o que Londrina exporta, basicamente, é comida”, aponta.
Castro afirma que a exportação seria maior se o governo federal desse mais apoio às empresas brasileiras. “Há bastante incentivo para a exportação, mas antes de exportar a empresa precisa crescer e se manter no mercado interno. E, infelizmente, os impostos prejudicam isto”, diz.
Fonte: JL, 26-07-2011
http://www.jornaldelondrina.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1150943&tit=Balanca-comercial-de-Londrina-cresce-550-no-primeiro-semestre

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