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sábado, 14 de janeiro de 2012

Balança comercial fecha ano com crescimento de 243%

Apesar da crise econômica internacional, 2011 foi um dos melhores anos para balança comercial de Londrina. As exportações atingiram um volume total de US$ 812.623.816, mais de US$ 500.000.000 sobre o volume de importações, que atingiram a marca de US$ 312.029.948. O saldo de 2011 cresceu 243,64% em relação a 2010, cujo saldo ficou na marca dos US$ 145.685.703. Os dados foram divulgados ontem, pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Apesar do resultado positivo do ano, no balanço divulgado é possível notar que houve uma curva ascendente nas exportações londrinenses de janeiro a setembro. O destaque ficou para o mês de julho, com recorde no valor de exportações, US$ 102.955.929. Naquele mês, o valor das importações também foi pequeno, US$ 29.811.058, o que resultou num saldo comercial de US$ 73.144.871.


A partir de outubro, no entanto, o valor total das exportações começa a cair, com recuperação em dezembro, quando registraram crescimento de 42% em relação ao mês anterior. Mesmo assim, mês não foi tão bom em comparação com dezembro de 2010, com uma queda de quase 20%. Em dezembro de 2011, Londrina exportou US$ 63.670.903 e importou US$26.559.143, com um saldo de US$ 37.111.760. Em 2010, naquele mês, o Município havia exportado US$ 69.342.667, importado US$ 22.987.297 e contabilizado um saldo de US$ 46.355.370.

Os principais produtos exportados continuam sendo as commodities, como grãos – soja principalmente -, café, açúcar, carne bovina e de frango, que vão basicamente para China e países da Europa. Mas produtos industrializados começam aparecer com algum destaque.

Para o diretor de Incentivo à Exportação da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Fernando Kireeff, é interessante analisar os dados de forma mais aprofundada para entender o melhor o mercado e adaptar as políticas públicas para o incentivo à exportação. “Não é ruim ter as commodities como principais itens no comércio exterior. A maioria dos países de economia mais forte também se baseiam nela. Mas é preciso incentivos para tenhamos também produtos de valor agregado nesta lista”, diz.

Para ele, Londrina tem muito espaço para crescer internacionalmente. “Equipamentos temos para isso. A própria Acil vem desenvolvendo um trabalho forte nessa área, incentivando empresas a buscarem esse mercado”, explica.

Para o relações públicas Mário Rafael Calzavara, da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa, que promove fomento regional, é preciso que os empresários londrinenses descubram os benefícios da diversificação da linha de ação. “Nós temos dificuldades em montar cursos de incentivo a exportação por falta de interessados. E o momento para aprender é agora. Embora o momento internacional seja delicado, isso é temporário”, afirma.


As 10 maiores empresas exportadoras de Londrina
1 – Seara – US$ 248.680.498
2 - Cacique de Café Solúvel – US$ 182.902.538
3 - Unicafe Companhia de Comércio Exterior – US$ 77.352.842
4 - Couroada – US$ 61.875.119
5 - Adecoagro Vale do Ivinhema Ltda – US$ 49.957.148
6 - Fortaleza Agro Mercantil Ltda. - US$ 30.883.109
7 – Fiação Bratac US$29.327.614
8 - Meridional TCS Indústria e Comércio de Óleos S/A US$ 19.963.181
9 - Diplomata Industrial e Comercial Ltda – US$ 17.265.065
10 - Nutri 100 Agro Ltda – US$ 16.949.754

Principais importadores
1- Milenia Agrociencias S.A.
2- Itap/Bemis Ltda.
3 - Atlas Schindler S/A
4 - Dixie Toga S/A
5 - Viaer Taxi Aéreo e Aerofotografia Ltda
6- Deltaplam Embalagens Indústria e Comércio Ltda
7 - TMT Memory
8 - Brasinter Produtos Químicos Ltda
9 - EBRP - Empresa Brasileira de Reciclagens de Pneus Ltda
10 - Mangoni & Quero Ltda

 Pequena grande exportadora 

A Angelus Indústria de Produtos Odontológicos S/A é uma pequena empresa londrinense, com apenas 65 funcionários, instalada em um terreno doado pelo Município, no Parque Tecnológico Francisco Sciarra, zona leste. Porém, na relação do MDIC, ela ocupa o 22º. lugar no ranking das 30 maiores empresas exportadoras de Londrina. No ano passado, a empresa exportou US$2.212.598 em produtos e ficou à frente de empresas muito maiores e com mais funcionários. Segundo o controller da empresa, Paulo Calixto, mesmo assim, 2011 não foi um ano bom para as exportações. “Nós tínhamos uma previsão de crescer 20% e, infelizmente, ficamos muito aquém”, diz. De acordo com ele, as exportações representam 30% do faturamento total da empresa e os planos são de aumentar a participação no mercado internacional. “Apesar que, depois que se chega a um determinado patamar, fica um pouco mais difícil”, aponta. De acordo com Calixto, as exportações já estavam nos planos dos proprietários da empresa quando a fundaram. “Ela foi criada com foco de se tornar uma empresa mundial. E, por isso, houve a preocupação de desenvolvê-la olhando o cenário internacional”, explica. Por isso, o projeto da empresa priorizou o padrão de qualidade internacional em seus produtos. “Se não há um padrão, não há mercado lá fora”, afirma. Outros dois pontos em que a empresa foi baseada, segundo Calixto, foram inovação e base tecnológica. “A inovação é fundamental”, afirma.

 http://www.jornaldelondrina.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1212328&tit=Balanca-comercial-fecha-ano-com-crescimento-de-243

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