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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Professora da UEL diz que lei é um ‘absurdo’

''A Lei da Muralha é um absurdo''. A declaração é da professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEL, Eloísa Ribeiro Rodrigues. Ela está terminando sua tese de doutorado sobre ruas comerciais e participou da reunião de sexta-feira a convite de um integrante do Conselho Municipal da Cidade (CMC).

Para ela, toda a discussão sobre a lei deveria ser baseada em estudos técnicos. ''A justificativa que está no projeto diz que esses empreendimentos precisam ser controlados porque aumentam em muito o trânsito de veículos. Mas eu sou da opinião de que existem várias formas de tratar esse tipo de problema sem inibir o desenvolvimento da cidade'', afirma. Uma dessas formas, segundo a docente, é o investimento em transporte coletivo.

Eloísa diz que estudou exemplos de países da Europa e também dos Estados Unidos. ''Em vez de criar muralhas, eles (os órgãos públicos) chamam os investidores e estabelecem uma série de contrapartidas para quem quiser se instalar em áreas muito concentradas'', conta.

Segundo a professora, as contrapartidas podem ser investimento no sistema viário, no transporte coletivo, no alargamento de vias, na adequação de estacionamentos, entre outras formas. ''O empreendedor tem de compartilhar o impacto que vai causar. Agora, proibir de construir dentro de um perímetro é complicado'', ressalta.

Além disso, ela também concorda que a cidade já conta com o instrumento adequado para barrar grandes empreendimentos nos locais que não os comportam mais. ''Se temos o EIV, não precisamos do quadrilátero. É só colocar o EIV para funcionar'', acredita. (N.B.)

 http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--902-20111206

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