A estimativa é da reitora da UEL, Nádina Moreno, que fez o pedido de criação junto à secretaria; governo justifica decisão pela falta de recursos no orçamento
Segundo a reitora da UEL, Nádina Aparecida Moreno, em caso de aprovação, as aulas começariam em 2013. A reitora diz que, de imediato, seriam criadas 120 novas vagas na universidade e, após cinco anos, 600 novos estudantes estariam na UEL.
“Esses cursos trariam mais pessoas e indústrias para Londrina, geraria empregos, havia mais dinheiro circulando na cidade”, lamentou Nádina. “Além disso, o estado se tornaria mais forte, novas pesquisas e tecnologias seriam desenvolvidas aqui.” A reitora informou que deve comunicar todos os conselhos da UEL antes de pensar em alguma medida.
Forte demanda na cidade, os cursos foram solicitados à universidade pela sociedade civil organizada, depois de um estudo que contou a participação da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon).
Para o vice-presidente da Acil, Flávio Balan, a negativa representa perda de competitividade de Londrina em relação a outros municípios, próximos a Curitiba e à área portuária. “Por questões logísticas, as empresas acabam preferindo essas cidades. Caso os cursos fossem autorizados, teríamos como diferencial a mão de obra qualificada, seríamos um polo referencial”, avaliou.
Em entrevista ao JL, o secretário de Ciência e Tecnologia, Alípio Leal, afirmou que, hoje, a expansão dos cursos universitários tem sido administrada pelo governo federal, cabendo ao estado a gestão e melhoria dos que já existem. “Para se ter uma ideia, estamos com dificuldades de reposição de professores e funcionários, então não temos dinheiro para expandir. Por enquanto, não temos expectativas com relação a isso”, revelou Leal. “As nossas universidades não precisam se tornar uma USP [Universidade de São Paulo], que é a maior do Brasil e é estadual. Com essa carência de recursos, não dá para criar novos cursos.”
http://www.jornaldelondrina.com.br/cidades/conteudo.phtml?tl=1&id=1182526&tit=Seti-veta-600-vagas-de-engenharia-em-Londrina-

Acho um absurdo isso. às vezes parece que o goverdo estadual não gosta de Londrina...
ResponderExcluirEsse justificativa da falta de recursos não cola pra mim uma vez que a UEM, no ano passado criou dz cursos de uma vez só! Passando a ofertar três cursos no campus de Ivaiporã (que antes não existia), mais três cursos no campus de Umuarama, tr~es no campus sede em Maringá e um no campus de Goioerê.
Além disso foi criado um novo curso de direito na UEPR (Universidade Estadual do Paraná) campus Paranavaí.
Isso foi o que fiquei sabendo. Pode ser que eles tenham criado novos cursos em outras universidades estaduais do estado.
Ou seja, eles não tem dinheiro pra criar cursos na UEL mas tem dinheiro pra criar cursos em outras estaduais...
isso parece muito mais uma má vontade da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) com relação à UEL do que falta de recursos financeiros... Até porque os tr~es cursos criados no campus de Umuarama são da área de engenharia, a messma área que seriam os três cursos que queriam adicionar à UEL...
Quero deixar claro que não tenho nada contra a UEM e às demais universidades estaduais do Paraná, mas estou questionando como ele podem ter dinheiro pra criar cursos de engenharia em uns lugares mas não tem dinheiro pra criar em outros?