Números da Junta Comercial mostra desaceleração na abertura de novos empreendimentos em Londrina. Especialista prevê reversão do quadro com lei que facilita abertura de empresas
Para o consultor do Sebrae em Londrina, André Basso, a queda no ritmo na constituição de novos empreendimentos pode ser explicada pelo período de instabilidade gerado pela crise econômica que abalou o continente europeu. “O momento da economia influencia a decisão da pessoa interessada em abrir uma nova empresa”, afirmou.
Na opinião do economista e doutor em Administração, Marcos Rambalducci, da Faculdade Pitágoras, a crise prejudicou principalmente as exportadoras. Mas, ele avaliou que as empresas voltadas para o mercado interno continuam em desenvolvimento constante. Apesar dos números que apontam para desaceleração, Rambalducci tem a expectativa na reversão do quadro por causa da lei federal do Micro Empreendedor Individual, em vigor desde julho de 2009, que facilita a abertura de novos empreendimentos sem a necessidade de um grande aporte financeiro e, consequentemente, diminui o risco de fechamento. “Os dados [da Junta Comercial] ainda refletem o cenário anterior quando era mais difícil abrir uma empresa. O potencial de quebra era maior e exigia um fluxo de caixa elevado”, justificou.
Rambalducci projeta que a facilidade para abertura do empreendimento deve alterar os indicativos nos próximos 12 meses com a maior divulgação e efetiva implantação do Micro Empreendedor Individual em toda a região. “O reflexo ainda não foi sentido. A tendência é aumentar o número de empresas constituídas e elevar a porcentagem de sobrevivência após os primeiros anos”, avaliou.
Além disso, sancionada em julho de 2011, a lei federal de empresa individual de responsabilidade limitada entra em vigor em janeiro de 2012. A nova modalidade permite a abertura de microempresa constituída por uma única pessoa sem comprometer bens pessoais, diferente do modelo atual de empresa individual.
O economista Marcos Rambalducci explicou que as novas leis são aperfeiçoamentos que começaram a partir da criação do Supersimples, em 2006, que já conta com 5,5 milhões de optantes, conforme o Sebrae. “Enquanto o Supersimples facilita a parte tributária, a nova legislação favorece a constituição das empresas”, analisou.

Acredito também que um dos motivos é a péssima administração municipal que Londrina vem tendo, que dificulta a abertura de muitas emrpesas com essa Lei da Muralha que parece ser criada por um grupo de comerciantes que temem a vinda de concorrentes e induziram os políticos a elaboraem tal lei no mandato de Nedson Micheleti e que agora o atual prefeito Barbosa Neto junto com alguns vereadores querem ampliar os domínios dessa "muralha". Um exemplo de uma empresa que está querendo vir a Londrina mas que está enfrentando dificuldades é a rede de hipermercados catarinense Angeloni.
ResponderExcluirE para determinados grupos que já atuam na cidade a vinda desse hipermercado constituirá um concorrente a mais. E é pior para o consumidor que estará privado da lei da livre concorrência enquanto essa lei existir e só permitir a construção de grandes empreendimentos longe das áreas centrais.
E culpo muito mais essa lei do que a crise européia porque no Paraná a aabertura de novas empresas aumentou, seguindo o caminho oposto do que aconteceu em Londrina. E se a crise européia fosse o principal fator determinante desse dado negativo o paraná tambem teria que apresentar resultados negativos uma vez que não é só a economia londrinense que é influenciado pelo que acontece no exterior...